ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 08/05/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os mais diversos gêneros de uma mesma nação. No entanto, ao observar a persistência da violência contra a mulher no atual cenário brasileiro, percebe-se que essa prerrogativa não tem se efetivado, uma vez que as mulheres são vítimas constantemente de agressões. Nesse sentido, pode-se afirmar que a lenta mudança na mentalidade social e o receio de denunciar agravam essa situação.
Convém ressaltar, a princípio, que a mentalidade machista perpetuada na atualidade é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da violência contra a mulher é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, visto que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social opressor, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do medo de denunciar o agressor. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Entretanto, no que tange à problemática das agressões físicas e psicológicas contra a mulher há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia, pois muitas mulheres são coagidas por meio de abusos a não denunciar o agressor que em sua maioria encontra-se dentro de suas próprias casas.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, é imprescindivel que as escolas- responsáveis por formar e conscientizar a sociedade- instruam, por meio de aulas e debates acadêmicos com os alunos, a maneira certa de se tratar uma mulher e quais medidas tomar para denunciar um abuso. Ademais, essas aulas devem ser abertas ao público para alcançar um maior número de pessoas, a fim de erradicar esse pensamento machista e ultrapassado. Talvez assim seja possível construir um país permeado pela efetivação dos diretos de 48