ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 13/05/2021
A lei Maria da Penha, responsável por criminalizar a violência doméstica no Brasil e foi um grande avanço para a luta dos direitos das mulheres no país. Entretanto, ainda é possível observar, na sociedade, a permanência da violência contra a mulher, que, diariamente tem que enfrentar problemas como assédio e descriminação. Assim, é necessário continuar a luta contra o feminicídio, que se apresenta não apenas como violência fisíca, mas também psicólogia, moral e sexual, além de ser um crime cometido principalmente pelo companheiro da vitíma.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, apesar da violência física ser a mais comum, ela não é a única. De acordo com o Mapa da Violência, cerca de 43 mil mulheres foram assassinadas na década de dois mil, além disso, segundo a Secretária de Política para mulheres, no ano de 2014, mais da metade dos casos de violência contra a população feminina eram fisícos, porém, três décimos dos crimes eram psicológicos. Portanto, os dados mostram que, apesar de existir a Lei Maria da Penha, muitas mulheres, que deveriam ter o amparo da Lei, ainda sofrem abusos físicos e psicológicos,.
Outrossim, nota-se que a violência contra a mulher é cometida, principalmente, pelo companheiro da vítima. Nesse sentido, o governo brasileiro lançou, em 2020, uma campanha de combate a violência contra mulher, pois, durante a pandemia de covid-19, em que a população ficou em isolamento social, os casos de violência doméstica aumentaram. Porém, apesar da campanha, a luta contra o feminicídio está longe de acabar, pois, muitas mulheres não denunciam os abusos domésticos, que são, atualmente, o maior problema a ser enfrentado.
Logo, a fim de existir um país melhor para as mulheres morarem, onde elas se sintam seguras tanto em casa quanto nas ruas, é precio acabar com a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Para tanto, o governo deve, por meio da mídia social, divulgar mais campanhas de combate ao feminícidio e a violência, além de criar canais que facilitem que as vitímas façam denúncias. Dessa forma, as mulheres poderão se sentir mais seguras e também terão um maior amparo do governo na luta contra a violência doméstica.