ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 17/07/2022
A lei Maria da Penha, sancionada em 2006, visa garantir a segurança das mulheres contra qualquer tipo de violência. No entanto, o que se verifica é a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, sendo esta causada pela ditadura do patriarcado e pela inoperância governamental diante desse problema.
A priori, é míster ressaltar que a ditadura do patriarcado nas raízes brasileiras é um fator colaborador para a permanência da violência contra a mulher, uma vez que o homem é ensinado a dominar a mulher, e esta, a serví-lo. Nesse aspecto, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de participação feminina no mercado de trabalho é cerca de 30% menor do que a dos homens, demonstrando assim as dificuldades que o machismo impõe para que a mulher se insira na sociedade, limitando-a à bolha patriarcal. Nesse quesito, é imprescindível que as esferas governamentais reajam diante desse entrave, mas o que se observa é a inoperância desse órgão.
A posteriori, a inoperância governamental em reagir diante da persistência da violência contra a mulher impede que essa problemática seja atenuada. Isso porque os casos de feminicídio - crimes contra a mulher - só aumentam ano após ano. Contrariando o modelo de contrato social proposto pelo célebre filósofo Jonh Locke, onde o Estado deveria assegurar os cidadãos sobre seus direitos em troca de obediência e confiança, o que se nota é a quebra dessa parceria. Nesse ínterim, o governo não oferece o serviço que a população (em especial, a feminina) precisa, tornando-se uma via de mão única.
Dado o exposto, a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira existe em razão da ditadura do patriarcado e da inoperância governamental. Dessa maneira, a mídia, por meio de seu poder persuasivo, deve conscientizar a população, por meio de campanhas publicitárias de desobjetificação da mulher, com o intuito de desamarrar o Brasil das correntes do machismo. Por outro lado, o governo deve intervir de modo intensivo nos casos de violência contra a mulher, por meio da aplicação de leis mais rígidas, com o fito de exercer plenamente a Lei Maria da Penha no que tange a asseguridade feminina.