ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 20/05/2021
Desde os tempos remotos da sociedade, a figura feminina já era observada como inferior ao gênero masculino, caracterizando a mulher como objeto, no qual, desde pequena era ensinada a ser submersa ao seu futuro marido, ainda que, esteja inclusas agressões, violência psicológica e sexual . Em análogo a tal fato histórico, é nítido, que em pleno século XXI tal ideologia ainda persiste entre os brasileiros por ter raizes hitóricas. Diante desse cenário, é dever do estado brasileiro assegurar os direitos da mulher, entretanto, os órgãos públicos são falhos deixando de impor com maior rigor seu poder judicial.
Em primeira análise, é inquestionável ressaltar que desdos primórdios da humanidade, há uma forte cultura patriarcal enraizada na sociedade brasileira, privilegiando o homem e dando status de superioridade. Dessa forma, a desigualdade de gênero se sobressai e a mulher passa a ser enxergada não como um sujeito de direitos e sim como objeto, restrita de gozar de uma vida de qualidade. De acordo com o mapa da violência de 2012, o número de mortes por conta da violência contra a mulher aumentou em 230% entre 1980 e 2010, diante desse dado alarmante, fica evidente que as agressões ao gênero femenino vem persistindo entre gerações devido a ideologia maxista, silenciamento de movimentos contra o feminicídio, além da opressão psicológica que as vítimas são submetidas. Logo, é visível que as leis em proteção a mulher não estão sendo impostas com o devido rigor, deixando a sociedade feminina a merce da própria sorte e jogadas a margem da sociedade.
Diante desse contexto de opressão, é indiscutivel a responsabilidade que os órgãos públicos possuem em assegurar os direitos dos cidadões, de acordo com o artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos " Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade em em direito." Entretanto, tal perspectiva fica restrita ao campo teórico, já que, a franca e lenta imposição do estado impossibilita derrubar as barreiras da desigualdade de gênero. Sendo assim, para que o Brasil avance no desenvolvimeto social é necessário romper com as amarras da antiguidade.
Portanto, é indubitável que o governo como órgão mediador necessita de medidas urgentes para contornar tal situação. Logo, este junto aos órgãos responsáveis pela segurança pública, devem aplicar com maior rigidez as leis de proteção a mulher, exemplos: Lei Maria da Penha, e Lei do Feminicídio, a fim, de que se possa intimidar os agressores. Além do mais, é indispensável que o governo promova palestras em escolas públicas, visando consientizar as futuras gerações, ademais, o governo deve incentivar as ONGs, que auxiliam mulheres em situação de violência, promovendo manisfestações para concientização dos brasileiros. Dessa forma, o Brasil romperá com a persistência do feminicídio, e contribuirá para um país socialmente igualitário.