ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 20/05/2021
De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 5º, é previsto que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Todavia, essa realidade se mostra distante de se tornar efetiva na sociedade atual. Além disso, mesmo com os avanços tecnológicos proporcionados tanto pelas forças de segurança pública quanto pelos veículos de denúncia, a violência contra a mulher, na sociedade brasileira, persiste em manter, em níveis elevados, os dados de vítimas desse crime. Contudo, a falta de investimentos em escolas públicas e a escassez de centros de acompanhamento psicológicos têm contribuído para o aumento nefasto dessa realidade.
Em um primeiro momento, é necessário ressaltar que em março de 2015, entrava em vigor a lei 13.104," vulgarmente chamada de feminicídio". Ademais, a promulgação dessa lei demonstra um grande avanço no combate da violência contra a mulher, no entanto, essa medida não surtirá os efeitos satisfatórios se for adotada de maneira isolada. Demais, a falta de investimentos em escola públicas, de maneira direta, tem contribuído para o aumento desse crime, pois é na infância que é possível construir o caráter das crianças e corrigir os desvios existentes. Para isso, o tratamento precoce torna-se um método mais efetivo na educação dos jovens do que apenas o tratamento posterior com leis.
Outrossim, uma pesquisa realizada pelo IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no ano de 2014, publicou que 7 em cada 10 mulheres já sofreram alguma violência em suas mais diversas formas. Bem como, a falta de centros de acompanhamento psicológicos e uma orientação mais acessível, por parte do poder público, tem tornado esses número ainda maiores, pois muitas vítimas deixam de buscarem ajudas temendo pelo preconceito, falta de informação ou até mesmo por ameaças dos parceiros. Desse modo, a elaboração de leis se mostra uma ferramenta útil para o tratamento do problema, mas para a sua solução a educação continua sendo a melhor arma para esse combate.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a escassez de investimentos na educação e a quase inexistência de centros de tratamento psicológicos possam ser minimizados. Portanto, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da saúde, deve promover campanhas educadoras - desde a infância até a vida adulta - em escolas, hospitais, postos de atendimento e repartições públicas, por meio de programas de orientação a como proceder caso aconteça esse tipo de crime e palestras de como evitar tamanha atrocidade, isso tudo deve ser feito com a finalidade de promover uma qualidade de vida melhor para as mulheres e uma sensação de segurança para todas, pois o direito de ser iguais, expresso na constituição, tem que ser efetivo a todas elas, porque, o respeito deve ser a todos, mas mais ainda para quem tem o dom de gera todas as vidas.