ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 02/06/2021
Em 2015, foi criada uma lei, a qual enquadrou o homicídio cometido contra mulheres, envolvendo questões de gênero como crime hediondo, com a finalidade de amenizar esse descontente ato. Entretanto, observa-se, ainda, na sociedade brasileiraa, a persistência da violência contra a mulher. Tal problema é decorrente do ideal patriarcal e da má gestão judicial.
Nesse sentido, o patriarcalismo está intimamente ligado ao machismo. Segundo Émile Durkheim, a família é a primeira instituição de socialização do indivíduo, sobretudo, responsável pela sua formação cidadã. Logo, é evidente o papel crucial que esta exerce no que tange à educação diante do respeito da mulher e pela busca em reverter e desmistificar o papel objetificado e visto de forma desrespeitosa, devido à ideia enraizada de que a população feminina é instrumento de subordinação dos homens no Brasil. Para exemplificar a seriedade dos fatos, de acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes de mulheres vítimas de violência aumentou em 230% no período de 1980 a 2010.
Outrossim, a má gestão judicial corrobora a problemática. Exemplificando, um dado do Conselho Nacional de Justiça - CNJ -, mostra que dos crimes relacionados à Lei Maria da Penha, apenas 33,4% são julgados. Sob tal perspectiva, essa informação se torna preocupante, tendo em vista que a impunidade e a morosidade jurídica impede que a justiça seja feita contra os infratores. Além disso, de certa forma, esse descaso acaba por deixar as mulheres desacreditadas e podem não denunciar as agressões. À vista disso, é notório que há a necessidade de agilidade nesses processos judiciais.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a violência insistente contra a população feminina brasileira. Assim sendo, cabe aos familiares realizar, nos seus lares, o diálogo com seus filhos acerca do respeito com a mulher. Ainda assim, cabe ao Superministério da Justiça, por meio de parcerias com estudantes de direito, realizar mutirões judiciais junto à defensoria pública, as quais agilizarão as punições referentes às agressões, com o fito de assegurar às mulheres a proteção e aos infratores as devidas penalidades. Com essas medidas, poder-se-á transformar o Brasil em um país modelo na valorização feminina.