ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 13/06/2021

Na obra machadiana “Memórias póstumas de Brás Cubas” o defunto-auto alega que encerrou sua vida com um saldo positivo, pois não teve filhos, portanto não transmitiu a nenhuma criatra o legado de nossas misérias. No Brasi do século XXI talvez ele percebesse acertada a sua decisão, na medida em que, a persistência da violência contra a mulher configura em um grave problema com origem na insuficiência da legislação e lenta mudança de mentalidade social. Nesse sentido, é necessário a aplicação de estratégias para resolução da problemática no presente momento.

Em princípio, pode-se afirmar que a Constituição Federal de 1988 é alei básica que objetiva assegurar  integridade do meio ambiente e seres vivos, contudo essa legislação não têm sido o suficiente no que tange ao impasse, uma vez que, nos últimos 30 anos houve um aumento de 230% no número de mulheres assassinadas no país, conforme aponta dados do “Mapa da volência” de 2012. Dessa forma, com o enfraquecimento da lei muitas vítimas preferem não realizar denúncias, sob ameaça ou receio da impunidade; o que corrobora uma das causas e dificuldades de resolução do problema.

Ademais, vale salientar que segndo o filósofo Schopeanher, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, dessa forma sem acesso a informação séria e massiva sobre a violência de gênero, dificulta-se sua resolução devido a lenta mudança de mentalidade social; uma vez que, o país foi marcado por uma formação patriarcal machista com atitudes agressivas contra o gênero femino que foram naturalizadas e institucionalizadas ao longo da história. Outrossim, vale destacar que se há um problema social há como base uma lacuna educacional; tal conjectura pode ser facilmente aplicada à insistência da violência contra a mulher no Brasil, pois a escola não têm cumprido o seu papel no sentido de  trazer para as salas de aulas conteúdos que ajam na resoluçã do impasse.

Portanto, cabe ao governo federal em parceria com o MEC (Ministério da Educação) alterar a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), por meio da inclusão da obrigatoriedade de relacionar as matérias da grade curricular de ciências humanas com a contemporânea persistência da violência de gênero no país; através de aulas ministradas pelo corpo docente e palestras educativas a serem webconferenciadas para alunos e responsáveis, organizadas pela equipe equipe pedagógica com a participação de vítimas e especialistas no tema. Com o fito de erradicar a persistência da violência contra a muher no Brasil no momento presente, uma vez que segundo Marthin Luther King “toda hora é hoa de fazer a coisa certa”.