ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 24/06/2021

Desde a antiguidade, as mulheres eram encaradas como seres submissos ou inferiores aos homens. Tal fator perpetuou extrema segregação, fazendo com que muitas vezes o machismo imperasse e as mulheres sofressem violências dos mais variados tipos. No Brasil, o patriarcado operante se incomoda a cada direito conquistado pelas mulheres, propiciando cenas lastimáveis com relação ao trato com as mulheres e desestimulando a criação de espaços e leis que defendam a vida delas.

Em primeiro lugar, é perceptível também na antiguidade clássica a nulidade do papel da mulher no meio político-social. Como observado na Grécia, mais precisamente em Atenas, somente homens podiam tomar decisões políticas e sociais. Não só em território grego, mas também em terras brasileiras, o voto feminino brasileiro só foi regulamentado em mil novecentos e trinta e quatro, quarenta e cinco anos após se tornar República; a adicionar, o fato de que só teve uma presidenta - Dilma Rousseff, de 2010 a 2016, fato que simboliza o quanto as mulheres são minoria nos Três Poderes e tem pouca expressão, devido às repressões e ao modelo societário atual.

Ademais, com a Câmara dos Deputados possuindo majoritariamente muitos homens, o avanço de leis e emendas que possibilitem minimamente dignidade e avanço de direitos pras mulheres se torna mais difícil, contribuindo para que os crimes cometidos contra elas continuem ocorrendo. Atualmente, no Brasil, apenas sete por cento dos municípios possuem uma Delegacia da Mulher, de acordo com o IBGE. Nesse sentido, fica evidente que as mulheres estão desamparadas quanto às ações de proteção dos governos, tendo também muitas vezes o receio de denunciar quem cometeu o crime e acabar sendo exposta pela ineficácia do Estado na resolução.

Dado o exposto, é certo que a luta pelos direitos das mulheres ainda tem muito a conquistar, representando avanço da nação e da sociedade. Nesse sentido, é de suma importância que as prefeituras estimulem e promulguem a participação feminina nos espaços científicos, educacionais, laborais e outros, para que assim, as mulheres tenham mais visibilidade e possam usufruir dos bens comuns com equidade. Com esse fito, as mulheres passarão a ter mais “voz” na sociedade, impulsionando cada vez mais suas ascensões e diminuindo os números de crimes cometidos contra elas.