ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 23/06/2021

“A violência, seja qual for a maneira em que ela se manifesta, é sempre uma derrota”. O filósofo Sartre afirmava que a violência é um mal para qualquer indivíduo. Dessa maneira, no que se refere à persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, é fato que a resiliência desse problema se encontra no patriarcalismo arraigado na base da formação do Brasil, bem como a questão de que a lei é falha no que tange aos direitos das mulheres.

Em primeiro plano, é óbvio que o patriarcalismo na base da formação do Brasil é um dos fatores que influenciaram a existência da violência contra a mulher. Nesse âmbito, sabe-se que a mulher foi colocada em uma posição dependente e secundária na sociedade. Dessa forma, é fato que o papel da mulher foi estabelecido a partir da submissão, ao construir a mentalidade de que a mulher precisava aceitar tudo, sem qualquer direito de fala. Assim, sabe-se que, por consequência, inúmeras mulheres brasileiras sofrem violência doméstica e não denunciam, tendo em vista que possuem o ideário de que nada possa ser feito, pois não possuem conhecimento suficiente nesse sentido.

Por outro lado, a problemática torna-se resiliente porque a lei é falha no que tange aos direitos das mulheres, assim como em relação às penalidades aos agressores. Segundo a Constituição de 88, todos possuem direito à liberdade. Entretanto, é sabido que, segundo a fonte Uol, uma mulher sofre violência doméstica a cada 2 minutos no Brasil. Dessa maneira, entende-se que o problema é perpetuado, sabendo que as vítimas deixam de denunciar pela ausência de encorajamento judicial, bem como pela realidade de que os agressores não serão devidamente afastados da vítima, nem pagarão assertivamente pelos atos violentos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse da persistência da violência contra a mulher. Para tanto, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Justiça deve utilizar as Mídias Socias para incentivar às mulheres brasileiras no sentido do conhecimento do ciclo da violência para que, a partir da informação, possam denunciar os agressores desde o princípio. Ademais, é mister que as leis, que definem o prazo das penalidades concedidas aos agressores, sejam aprimoradas, no sentido de que o prazo da prisão seja excedido para mais de dois anos. Assim, a persistência da violência contra a mulher, que é uma derrota, será paulatinamente reduzida no Brasil.