ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 08/07/2021

O famoso ditado “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” pode conduzir a população a isenção no que tange à violência contra a mulher,visto que a frase impulsiona a inatividade em frente a um conflito.Frases como essas contribuem para a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, uma realidade que também pode ser explicada por dois fatores: a cultura machista enraizada na população brasileira e a falta de suporte à muher.

Em primeira análise,deve se destacar como estimulador da persistência da violência contra a mulher a existência de uma cultura machista presente na sociedade brasileira.Tal fato pode ser comprovado no decorrer da história, na qual é observada cenas em que as mulheres esconderam seu gênero devido ao fato de serem mais credibilizadas quando fantasiadas de sexo masculino. Exemplo desse fato foi o ocorrido com a Maria Quitéria, brasileira da Bahia que lutou em seu estado personificada de homem. Dessa maneira,é inegável que a história do país contribui para esse mal, visto que esse pensamento de falsa superioridade do homem perante à mulher foi fortemente colocado na sociedade,e de acordo com o pensador Santayana, a melhor forma de compreender o presente é estudando o passado.

Em segunda análise,é pertinente destacar a falta de apoio destinada à mulher como um fator que acarreta a persistência da violência contra essa. Um exemplo disso foi o vídeo divulgado do julgamento de estupro da vítima Mariana Ferrer no ano de 2020,no qual a violentada é novamente insultada por advogados e até mesmo pelo juíz, em frente a somente pessoas do sexo masculino. Assim sendo,nota-se que não há um suporte dado às mulheres em frente às ofensas causadas pelo machismo no país e isso provoca o medo da denúncia e da busca pela ajuda,visto que casos como o da Mariana são recorrentes e portanto,muitas vítimas são ainda mais prejudicadas após a denúncia.

Portanto,é preciso que medidas sejam tomadas.É preciso que o Ministério da Educação,juntamente com o poder legislativo,adicione uma matéria no currículo escolar brasileiro chamada de “História da Mulher”,por meio de um decreto, e essa deverá abranger a luta feminina na conquista de seus direitos e a importância das mulheres em guerras sociais e políticas.Dessa maneira,haverá um maior conhecimento sobre a força feminina e a equidade de gênero será lecionada em ambientes educativos. Além disso, é preciso que o Governo Federal proponha uma mudança na ocorrência de julgamentos que tangem o machismo, por meio de uma lei que obrigue em casos como esse a presença de iguais números de homens e mulheres presentes. Assim, haverá uma sororidade feminina presente em apoio à justiça.