ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 22/09/2021

Segundo a constituição federal brasileira, promulgada em 1988, a lei Maria da Penha visa a criação de mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Entretanto, o número de casos de feminicídio apresentou um aumento de 230% na última década, segundo o mapa da violência de 2015. Este crescimento é resultado da instauração da cultura patriarcal, oriunda de causas históricas e político-institucionais, geradoras da desigualdade de gênero.

Em primeira análise, no livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, considerada uma das principais ativistas políticas do século XX, a autora cita “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Tal sentença representa o comportamento patriarcal que exerce muita influência na sociedade contemporânea, na qual as mulheres são constantemente pressionadas por uma série de normas morais que às ensinam a se comportar de maneira submissa ao homem. Dessa forma, o ideal de superioridade masculina ocasiona uma série casos de violência ao feminino, seja psicológica, sexual, moral, física e entre outras, gerando muitas vezes, o feminicídio.

Além disso, a persistência da violência contra a mulher na contemporaneidade é derivada de profundas raízes históricas e político-institucionais que influenciam no comportamento social. A visão do homem como figura superior é inserida de forma cultural nas famílias brasileiras, que comumente legitima a violência às mulheres e as designam um caráter servil, ignorando quaisquer direitos relacionados à figura feminina, uma vez que esta é considerada inferior.

Com isso, para a atenuação da questão da violência à mulher que, segundo o mapa da violência, cresce exponencialmente na sociedade, será necessário que o Ministério da Segurança Pública desenvolva meios de divulgação de mensagens ativistas de viés feminista e de dados a respeito da violência às mulheres, visando a conscientização da população a respeito da problemática. A divulgação deverá ser feita por canais midiáticos que abranjam grande parcela da população, como cartazes, redes televisivas e as redes sociais, com o intuito de provocar a reflexão a respeito da atual situação feminina na sociedade.