ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 08/09/2021

No filme a cor púrpura, é retratado fortes preconceitos contra a personagem principal, e um deles é o machismo, no qual Celie era vítima de violência doméstica pelo marido. Ao longo da trama, é perceptível que esse problema ainda é muito comum. Fora das telas, é fato que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada com àquela do século XXI: a desigualdade de gêneros e a violência contra a mulher.

Em primeiro lugar, é importante destacar a forte desigualdade de gênero presente na sociedade atual, na qual foi herdada de antigamente, em que as mulheres serviam seus maridos. De acordo com a filósofa e escritora Marie de Gournay, “Feliz és tu leitor, se não está no lugar do sexo ao qual se proíbem todos os bens, inclusive a liberdade”. Assim, é perceptível que esse problema está causando muitas consequências.

Consequentemente, essa desigualdade leva o homem a achar que é superior à mulher, fazendo com que ocorra os diversos tipos de violência contra a mesma. Na série You, por exemplo, é uma grande referência em que a violência também está presente, na qual um homem, se apaixona por uma mulher que trabalha em uma livraria, e desde então passa a persegui-la. Paralelamente, a situação atual, no qual muitas mulheres também são vítimas de homens psicopatas, logo é necessário alguma intervenção, para que a violência contra as mulheres, não seja mais um problema.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a Violência contra a mulher, urge que o Ministério da mulher crie por meio de um programa, no qual incentiva as mulheres a denunciarem e fazer com que elas se sintam acolhidas. O programa vai acolher também as mulheres que não têm condições de sustentar uma moradia, uma vez que muitas mulheres aceitam as agressões por falta de ter onde morar. Assim, se consolidará uma sociedade mais segura, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.