ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 14/09/2021

Desde o período da Pré-História, as mulheres caçavam e lutavam pela sobrevivência ao lado dos homens, contudo essa visão só fora comprovada milhares de séculos depois através dos estudos arqueológicos. No contexto atual, há divergências sobre o papel da mulher na sociedade com uma visão machista que perpetua a história. Tendo em vista tais aspectos, deve-se analisar os problemas como o patriarcal e a falta de acolhimento das vítimas de violências.

Em primeira análise, deve-se entender que a sociedade brasileira tem um sistema patriarcal, conceito trabalhado pela socióloga Sylvia Walby, em que se trata de uma ideologia onde os homens mantêm posições de dominação, ocupando cargos de liderança e explorando as mulheres. O conceito pode ser exemplificado no caso da Pamella Holanda que sofreu violência doméstica e denunciou seu ex-marido em julho de 2021, nas redes sociais e na polícia. Milhares de mulheres sofrem abusos sexuais e verbais, vindas de seus companheiros com a ideia de serem superiores. Desde modo, vê-se que o patriarcal atrapalha o combate à violência visto que isso gera uma naturalização do machismo.

Em segunda análise, é importante ressaltar que em somente em 1985 foi criado a primeira delegacia da mulher para atendimento especializado e 18 anos depois (2003) foi sancionada a Lei Maria da Penha. Sabendo que apenas 38,8% dos cargos magistrados são compostos por mulheres, nota-se que o sistema judiciário muita das vezes corrobora, pois há uma falta de capacitação profissional no atendimento as vítimas, invertendo a culpa para mulheres por não denunciarem antes ou por não ter se separar do companheiro. Isso é visto no filme Preciosa (2009) onde uma jovem foi molestada pelo seu pai e sua mãe fazia abuso verbal por não acreditar na filha. Diante do exposto, deve reforçar as campanhas de conscientização por meio das redes sociais e nas instituições de ensino, feitos pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Como também, capacitar os profissionais de atendimento e do sistema judiciário para que não haja mais divergências sobre o papel da mulher, assim deixando de existir “Pamellas” e “Preciosas” como vítimas de uma sociedade estruturada no machismo e que um dia as mulheres tenham seus direitos.