ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 18/09/2021

“Eu vou te cortar a cabeça, Maria Chiquinha ; que ocê vai fazer com o resto, Genaro, meu bem? ; o resto? pode deixar que eu aproveito” trecho da música Maria Chiquinha dos cantores brasileiros Sandy e Junior. De maneira análoga, tal música deixa explícita a violência contra a mulher, além disso, os canais midiáticos com propagandas e filmes contribuem para a persistência da fúria na sociedade. Sob esses aspectos, é necessário analisar as principais causas, como a neutralização da mídia, a impunidade do agressor e possíveis medidas relacionadas a esse desmonte.

Diante a esse cenário, é importante destacar que os meios de comunicações coadjuva para que esse óbice persista. O Big Brother Brasil (BBB) de 2017, reprisou um cena de violência contra a mulher, com os ex-BBBs Marcos e Emily, Marcos é o acusado. Nesse sentido, os canais midiáticos facilitam que a violência continue, pois cenas como essa mostram-se naturalizadas, como ações normais do dia a dia. É, portanto, inadmissível que a mídia prossiga neutralizado episódios de braveza e continue oferecendo espaço para os agressores em rede nacional.

Somado a isso, outro fator relevante é a impunidade dos autores do crime. A digital influencer Duda Reis acusou o seu ex-noivo, Leno Maycon ( Nego do Borel ), de violência doméstica, tal agressor já  contava com mais duas acusações de mulheres diferentes. No entanto, Leno Maycon não foi preso. Nessa perspectiva, a pesistência da cólera está relacionada com a isenção do autor do crime, o que contribui para que mais mulheres não denunciem já que os culpados não são preso. Em vista disso, é inaceitável que as autoridades civis não puna o resposável pelo delito, negligenciando assim, a segurança das mulheres.

Sendo assim, pode-se inferir que esse desmonte está em questão no Brasil e carece de soluções. Dessa forma, a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), em parceria com  as autoridades civis, devem punir os agressores, ademais, devem proibir que os canais midiáticos reprisem cenas de violência como uma forma de neutralização, por meio de discussões no planalto e investigações de casos de violência contra a mulher, com a participação ativa dos policiais civis, da população e dos representantes dos meios de comunicações, a fim de que a persistência da fúria não seja mais um realidade possível na sociedade brasileira.