ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

Na Constituição Brasileira, promulgada em 1988, está expresso que é direito de todos os cidadãos a segurança e o direito à vida. Porém, por diversas vezes, as mulheres, como cidadãs, não são detentoras desses direitos, pois a violência contra o sexo feminino está cada vez mais presente na sociedade. A persistência de casos de violência e feminicídios (homicídio realizado contra mulheres por razão de gênero) tem como uma das causas, e uma das consequências, respectivamente, a baixa abordagem do assunto “violência contra a mulher” nas escolas do país e a normalização desses episódios , devido sua grande recorrência.

Primeiramente, a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema que deve ser sanado urgentemente. Para isso, o aumento da abordagem desse assunto nas escolas públicas e particulares do país é uma atitude indispensável para a formação de cidadãos educados e respeitosos. Nesse aspecto, cabe uma das frases do filósofo prussiano, Immanuel Kant, “O ser humano se torna aquilo que a educação faz dele”. Sendo assim, fica claro o impacto da educação no objetivo de diminuir o número de casos de violência contra o público feminino e o feminicídio.

Ademais, a manutenção desse problema, e sua recorrência, leva a população à uma certa normalização desses episódios maléficos, o que contribui significantemente para o não estancamento dessa “ferida social”. Consoante com essa ideia, está a teoria de “Banalização do mal”, da socióloga alemã, Hanna Arendt. Tal teoria expõe que: quando casos de um problema social, como a violência contra a mulher, são repetidos de forma massiva, ele se torna algo incrustado na sociedade, sem abalar ou possuir uma grande relevância para uma população, tornando-se cada vez mais frequente, o que é extremamente prejudicial.

Portanto, urge que o Estado tome medidas para a diminuição, e se possível, aniquilação dessa “ferida social”. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com os órgãos de segurança de cada estado e município promovam, por meio de palestras em escolas de ensino fundamental, um programa que vise conscientizar as crianças, o futuro da nação, acerca da importância de combater a violência contra a mulher. Nessas palestras, policiais do estado, ou município, devem mostrar casos reais de violência contra o gênero feminino, juntamente com relatos de famílias que sofreram com a perda de esposas, mães, filhas, irmãs, em decorrência de episódios de feminicídio. Apenas assim, o Brasil se tornará um país acolhedor para as mulheres, onde elas vivam sem medo, e o mais importante, seguras.