ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
O romance filosófico " Utopia “, do escritor inglês Thomas Morus, retrata uma civilização utópica, desprovida de conflitos e problemas. Entretanto, tal obra fictícia mostra-se distantre da realidade contemporânea no tocante a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Por isso, é relevante destacar a negligência do Estado e a indiferença da população como fatores que corroboram para essa conjuntura.
Nessa linha de raciocínio, é primordial analisar a ausência de medidas governamentais para combater a problemática. Nesse contexto, de acordo com o estadista alemão Joahann Goeth, a maior necessidade do Estado é a de governantes corajosos e ativos. Contudo, essa máxima não é concretizada na sociedade moderna quando se observa a falta de punições severas para criminosos que praticam a violência contra a mulher, que muitas vezes, agem de forma ilícita sem ter que se preocuparcom as consequências de seus atos.
Ademais, deve-se ressaltar a indiferença da população como impulsionadora da violência doméstica. Sob esse viés, a filósofa francesa, Simone de Beauvoir afirma que o mais escandaloso dos escandalos é que nos acostumamos com eles. Nessa perspectiva, a evidente displicência e desatenção da população para com a problemática, contribui para sua persistência, já que os indivíduos passam a agir com frieza e apatia frente às atroscidades cometidas no ambiente domiciliar.
Depreende-se assim, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério de Justiça, por meio da implementção de punições mais severas, diminua a ocorrência dos crimes de violência doméstica. Além disso é necessário que o Ministério da Educação, por meio de campanhas, conscientize as pessoas sobre a gravidade da situação. Dessa forma, consolidar-se-á uma sociedade justa e consciente, na qual o Estado cumpre a máxima proposta por Johann Goeth.