ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 19/10/2021

A violência contra a mulher, persistente no Brasil, é uma violência de gênero, ou seja, as ações cometidas ocorrem pelo fato da pessoa ser mulher. No hodierno, compreende-se que a violência ao sexo feminino vai além da violência física, mas também é moral, psicológica, patrimonial e sexual. Dessa maneira, o patriarcalismo estrutural e cultural, a ilusória igualdade de gênero e a questão de saúde pública, impedem o bem estar mental desse grupo social.

Precipuamente, o modelo patriarcal brasileiro, estabelecido no período de colonização dos portugueses, o qual seguia o modelo da sociedade medieval europeia, é arcaico, mas ainda está enraizado na sociedade do século XXI. Além disso, a desigualdade de gênero ainda existe. Alguns avanços já foram conquistados pelas mulheres, todavia essa problemática persevera e é um paradigma que a igualdade de gênero pode modificar. Segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2020, o Brasil é o 92º no ranking Índice Global de Desigualdade de Gênero. Isto posto, esses dados apenas ratificam e influenciam a inferioridade das mulheres, o que contribui para a violência, pois aparenta que o homem é a autoridade da sociedade.

Outrossim, consoante o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em 2020, foram confirmados aproximadamente 105.000 casos de violência contra a mulher. De acordo com a dra. Luciana Mancini Bari, médica do Hospital Santa Mônica, em São Paulo, as agressões podem acarretar transtornos psicológicos como: ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e uso de componentes químicos. Nessa conjuntura, essas doenças impedem que ocorra o desenvolvimento e o convívio social desse sexo, o que resulta na falta de inserção no mercado de trabalho ou em cursos técnicos e superiores, consequentemente, essas práticas fomentam na privação da independência financeira. Portanto, torna-se cristalino que o patriarcalismo é a base para a continuidade da violência e precisa ser interrompido.

Sendo assim, para um resultado à longo prazo é preciso que as famílias e as escolas, por meio do Ministério da Educação (MEC), ensinem desde a infância, com a introdução de aulas na grade curricular de igualdade de gênero, isso vai instituir que não há diferenças entre os homens e mulheres. Como também, o MMFDH, juntamente com o Ministério da Justiça (MJ), deve por em prática a Lei Maria da Penha, punindo de forma justa os agressores e demonstrando que as mulheres não precisam ter medo para denunciar, pois a justiça será feita. Destarte, essas medidas tornarão o Brasil um país com mulheres saudáveis e livres de qualquer violência.