ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
Segundo o renomado Filosófo Pitágoras, “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Tal ideia, no entanto, encontra barreiras para ser efetivada, sobretudo, no Brasil, em que a persistência da violência contra a mulher configura um preocupante desafio a ser solucionado no país. Faz-se crucial, dessa forma, analisar o desrespeito com a mão de obra feminina e o patriarcado cultural como principais responsáveis pelo revés.
Nessa lógica, observa-se, antes de tudo, que o desrespeito com a mulher em seu ambiente de trabalho tem influência no problema. Acerca disso, grandes profissionais competentes são tratadas de maneira desagradável. De maneira análoga ao jogo da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016, no qual Renata Ruel era bandeirinha, e desde os primeiros minutos de jogo era obrigada a ouvir comentários como “Vai lavar a louça!” ou “Tinha que ser mulher…”, por meio da humilhação e constrangimento, o que, por conseguinte, corrobora o assédio moral no trabalho. Assim, enquanto o prejuízo ás oportunidades na relação de emprego permanecer corrente, a violência contra a mulher continuará a afligir a nação.
Tem-se, ainda, que o patriarcado cultural é um fator de influência para a violência psicológica. A título de exemplo, o balanço de 2014 da Secretária de Política para as mulheres aponta que mais de 30% dos casos de violência contra a mulher são psicológicas. Nesse sentido, o segundo maior tipo de agressão é constantemente ofuscada pelo pensamento machista de que se trata de briga de casal, e que cabe somente a eles a resolução. Logo, nota-se que se faz preciso criar uma medida capaz de combater essa arma que atinge a moral das mulheres.
Portanto, a persistência da violência contra a mulher precisa ser mitigada. Para tanto. urge que o Governo - responsável pela administração federal - crie um conjunto de leis, através do Ministério do Trabalho, de modo a determinar que grandes empresas tenham um percentual de mulheres em cargos de liderança. Além disso, as escolas municipais e estaduais, precisam iniciar palestras abertas para que o público reconheça a diferença entre conflitos de casais e violência psicológica. Com essas medidas, pode-ser-á observar o país livre dos reveses gerados pela persistência da violência contra a mulher.