ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 24/10/2021

A violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema recorrente desde a chegada dos portugueses no Brasil em 1500.  Dessa forma, naquele período se fez frequente o estupro e agressões de mulheres negras e indígenas por diversão ou castigo dado pelos colonizadores. Porém, esse  tipo de violência vem aumentado e se tornado um problema crescente na sociedade brasileira.

Em primeira análise, o Brasil foi um país colonizado com base em uma sociedade machista e patriarcal europeia aonde, desde o período do Romantismo, mulheres foram tratadas como seres frágeis e inferiores. Adicionalmente, mesmo com o passar dos anos, as mulheres continuaram sendo inferiorizadas e, em muitas vezes, vítimas de agressões morais, verbais, físicas e até mesmo sofrendo com a possibilidade de feminicídio por conta do homem a ver como um objeto sexual ou de servidão, assim como mostrado em propagandas de eletrodomésticos e bebidas nos anos 50, 60 e até 2000.

Todavia, o número de casos de feminicídio, na população brasileira, aumenta com o passar do tempo. Por exemplo, segundo a propaganda transmitida pela emissora Rede Globo em 2019, a cada 1 minuto uma mulher é vítima de agressão sexual. Ainda sim, a criação de leis, como a lei do minuto seguinte  e a  lei Maria da Penha, que procuram a proteção e defesa de mulheres vítimas de qualquer modo de agressão, foram um passo importante para a segurança feminina no Brasil, já que conseguem auxiliar e incentivar diversas mulheres na luta contra a violência.

Logo, é notável que  a violência contra a mulher ainda é um problema de  grande importância no Brasil. Portanto, o Governo e o  Ministério da Educação devem promover palestras e aulas em escolas sobre a importância do respeito na sociedade, contratando sociólogos e historiadores especializados na área, para que as próximas gerações evitem cometer os mesmos erros da sociedade atual. Além disso, o Estado e o Poder Legislativo deve promover o aumento de delegacias da mulher, o aumento da pena e multas para os agressores e até mesmo a maior procura na busca dos foragidos, através da reformulação de leis já existentes para garantir a proteção e a segurança da mulher na sociedade.