ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 01/11/2021

O berço da democracia foi em Atenas, na Grécia Antiga, onde as decisões da polis eram feitas pelos cidadãos gregos na ágora. Porém, não eram consideradas cidadãos as mulheres de Atenas, sendo excluídas das decisões políticas. Essa exclusão das mulheres como parte da sociedade se perdurou ao longo dos séculos até que gradualmente as mulheres foram conquistando o seu espaço e os seus direitos. No contexto atual, a busca pelos direitos das mulheres ainda se prevalece, considerando que sofrem de violência e abusos devido a uma contínua visão antiquada por conta desse atraso e um sistema de apoio que não se demonstra completamente eficaz.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, até pouco tempo atrás, pelo padrão patriarcal, a mulher era considerada como mero acessório, onde as meninas eram cridas para serem mães e donas de casa sujeitas a dominação de seus maridos, que se sentiam no poder de se impor e usar da violência. Entretanto, com as ondas feministas, a mulher ganhou a liberdade de poder sair de casa e ser independente do homem. Contudo, os resquícios de uma época tão recente permanecem atualmente, visto que, na primeira década do século, 43,7 mil mulheres foram assassinadas de acordo com o Mapa da Violência de 2012, representando um aumento de 230% em relação aos períodos anteriores, indicando não só como o problema persiste, mas também como ele está se agrava.

Ademais, mesmo que a Lei Maria da Penha tenha representado um grande avanço contra a violência à mulher, existem inúmeros casos diários que não são reportados. Isso se dá tanto pelo medo do homem, quanto pelo medo de um possível descaso policial. Além disso, várias outras formas de violência, como a psicológica, não são comumente debatidas na sociedade, mesmo representando 31,81% das violências contra à mulher relatas de acordo com o balanço de 2014, o que as fazem ser menosprezadas e, logo, ignoradas.

Portanto, é vista a grande necessidade de acabar com a violência contra mulheres, que ainda se mostra como elemento marcante no país. Assim, cabe à mídia, como detentora dos meios de comunicação, de incentivar e informar, por meio de propagandas periódicas, sobre os meios de apoio e sobre tipos de violência que são tratadas como estigma pela sociedade a fim de acabar com o medo, incentivando denúncias e fim de conscientizando a população. Paralelamente é vital que as escolas ensinem para as crianças sobre a igualdade de gênero por meio de palestras com especialistas que saibam dialogar com esse público, ensinando também a identificar situações problema em suas próprias casas a fim de extinguir esse problema com as gerações futuras. Dessa maneira, a povo será mais informado, acabando com essa realidade no Brasil.