ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 17/11/2021

A lei Maria da Penha, aprovado em 2006, tem como objetivo coibir atos de violência contra a mulher na sociedade brasileira. Em contrapartida, infelimente, o atual cenário do Brasil não é de comemoração , já que a persistência da violência contra elas está crescente, o que presica ser desconstruído. A valer, para a construção de uma sociedade menos violenta, é crível observar como a ineficácia do Estado favorece o problema, bem como a cultura machista presente no Brasil.

Em primeira análise, a incapacidade da atuação do Estado corrobora o tema. Nesse sentido, o filosófo polonês Zygmunt Bauman criou o conceito de Instituição Zumbi, no qual essas instituições (dentre elas o Estado) perdem sua função social. Nesse víes, é sabido que é dever social e público manter e proteger a vida e dignidade humana, apesar disso, a conjutura verde-amarela diverge do proposto, uma vez que pequisas -dados oferecidos pelo Mapa da violencia- demostra que nos últimos trinta anos mais de 92 mil mulheres foram assassinadas  no país, o que revela a pouca ingerência da ação pública e sua aproximação com o conceito de Bauman. Dessa modo, enquanto o desleixo governamental se amntiver, a pátria tupiniquim será palco de mais uma mazela social: a opressão contra a mulher.

Em outra margem, é crucial discutir sobre a cultura opressiva vigente na sociedade brasileira, Nessa abordagem, a errônea concepcção machista fundamenta a superioridade dos homens frente as mulheres e assim naturaliza a violência -física, psicológica, patrimonial- intimindando muitas mulheres sem poder se defender. Logo, esse pensamento traz uma ideia de sexo frágil e submisso e dessa maneira prorroga a prática, o que torna mais díficil para as novas gerações aprenderem que mulheres e homens são iguais. Dessarte, para erradicar  a violência contra a mulher, deve-se dilapidar essa maléfica tradição.

É mister, portanto, que se desconstrua um corpo social alicercado na legitimação da dominância contra a mulher. Para isso, o Ministério da Cidadania e da Educação devem fomentar o processo de desnaturalização do machismo via, respectivamente, campanhas publicitárias para elucidação e criticidade da sociedade e adotar campanhas nas escolas para desde cedo, crianças e adolescentes aprederem a isonomia de gênero e sexo nos seus príncipios. Feito isso, a lei Maria da Penha será lembrado mais pelo seu papel político do que social.