ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 28/01/2022

O filósofo grego Aristóteles defendeu que “a base da sociedade é a justiça”. Entretanto, no Brasil a justiça ainda não é uma realidade, uma vez que as mulheres permanecem sofrendo os mais diversos tipos de violência. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na impunidade e na falta de denúncias.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar a injustiça presente na questão. Para Cícero, “o maior estímulo par cometer faltas é a esperança de impunidade”. Tal estímulo está presente na violência contra a mulher, visto que os crimes cometidos, bem como agressões físicas, não são devidamente julgados, gerando uma sensação de insegurança e medo na mulher, já que os responsáveis não serão devidamente punidos. Assim, a esperança de impunidade deve ser substituída pela precaução de uma punição severa.

Além disso, a permanência das agressões na mulher encontra terra fértil na falta de responsabilidade social. De acordo com Djamila Ribeiro, “o silêncio é cúmplice da violência”. Tal silêncio está presente no escasso exercício da denúncia da agressão contra mulher no Brasil, pois essa ausência de denúncia tanto da mulher que está sendo agredida, quanto de quem assiste, passa para o agressor uma sensação de superioridade, que sem a devida punição continua agindo da forma mais primitiva da humanidade. Logo, é preciso que o exercício da denúncia seja ampliado.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso a Rede Globo deve criar um programa de televisão, por meio de entrevistas a fim de ilustrar a impunidade dos crimes cometidos contra mulher na sociedade brasileira. Tal ação pode, ainda ser compartilhada com outras empresas de streaming para um alcance maior de pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de denúncias presente no tema. Dessa forma, a justiça poderá fazer parte da base social, conforme defendeu Aristóteles.