ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 18/03/2022

Violência doméstica, estupro, assédio, feminicídio. Diversas são as manifestações da violência contra a mulher presentes na sociedade brasileira. Dessa forma, medidas como a Lei Maria da Penha e a Delegacia da Mulher são meios necessários para o combate da agressão e dar auxílio a mulher, contudo, apesar de auxiliar na fiscalização e proteção da vítima, esses meios são insuficientes e pouco eficazes.

No século passado, a mulher era vista como submissa e inferior ao homem, o que gerou uma cultura machista. Essa cultura dissemina valores como a vitimização do culpado, e como consequência, a culpabilização da vítima. Isso, muitas vezes, é o principal motivo pelo qual as denúncias não são feitas, pois a vítima se sente culpada pelo acontecido. De acordo com Immanuel Kant “o ser humano é o que a educação faz dele”, isso remete que a educação é uma das principais formas de romper com essa cultura impregnada no Brasil.

A Constituição brasileira de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à vida. Todavia, esse direito é violado a partir do momento em que ocorre o feminicídio, crime de ódio contra a mulher, assasinato de mulheres por violência doméstica. Conforme a CNN Brasil, uma mulher morre a cada seis horas e meia no Brasil, um aumento de quase 50% nos casos comparados com 2019.

Portanto, o Mistério da Educação, responsável pela qualidade de ensino no Brasil, junto com a mídia, a exemplo de rádio, televisão e redes sociais, deveriam fazer campanhas para acabar com estereótipos e propagar centros de denúncias existentes, assim como conscientizar as crianças e adolescentes sobre como identificar os tipos de violência. Além disso, o governo federal, encarregado do bem-estar de toda a população do país, deve aumentar a eficácia dos centros de denúncia, para que as mulheres se sintam mais seguras ao reportar atos de violência.