ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 10/04/2022
Ao longo do século XX e início do século XXI, houveram conquistas significativas na vida das mulheres, bem como o direito ao voto e a criação de algumas leis, por exemplo a lei Maria da Penha. Em contraponto, é perceptível que esse panorama de progresso não se instalou isento de obstáculos, dado que há, a persistência da violência contra as mulheres no Brasil contemporâneo. Dessa forma, faz-se urgente debater os principais dilemas dessa problemática: a ineficiência estatal e o machismo enraizado na sociedade.
Diante desse cenário, é pertinente afirmar que a negligência estatal é um sustentáculo para agressões contra o gênero feminino. A respeito disso, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Toda via, é notório que esse direito não é bem assegurado e que o Estado é falho em garantir esse direito, pois muitas mulheres são vítimas de violência física, verbal ou moral e, somado a isso, a grande maioria delas têm medo de seus agressores pois são dependentes financeiramente e/ou emocionalmente dos mesmos. Assim, fica clara a urgência em sanar esse dilema.
Ademais, é válido salientar que a mentalidade machista está diretamente ligada à violência contra a mulher. De acordo com a teórica e filósofa Simone de Beauvoir “o machismo faz com que o mais medíocre dos homens se sinta um semideus diante de uma mulher”, ou seja, muitos homens se sentem superiores ao gênero feminino e com isso desrespeitam e desvalorizam as mulheres. Ato esse que, infelizmente, acaba se perpetuando de geração em geração e é visível, até mesmo, na diferença de tratamento que homens e mulheres recebem perante à sociedade.
Infere-se, portanto, a necessidade em combater a problemática. Assim, cabe ao Estado - promotor do bem estar social - aplicar de forma concreta as leis já existentes, tornando-as mais severas e punir devidamente os agressores, por meio da criação de mais delegacias especializadas, a fim de que as mulheres brasileiras fiquem seguras e tenham seus direitos bem assegurados. Do mesmo modo, a mídia, grande meio de comunicação social de massa, deve promover campanhas sobre a questão em debate, para que assim, mais pessoas tenham acesso à importância acerca do tema.