ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 13/06/2022
As diferentes faces da violência contra a mulher brasileira
De conformidade com o artigo dois da Lei Maria da Penha " Toda mulher, independentemente da classe, raça, etnia e orientação sexual, goza dos direitos fundamentais, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar sua saúde física e mental". Entretanto, a realidade no Brasil certamente está longe de garantir segurança e tranquilidade para as mulheres visto que cerca de 27,9% das brasileiras de 15 a 49 anos já sofreram com algum tipo de violência contra a mulher de acordo com dados do DataFolha.
A priori, o machismo analogamente com o patriarcalismo, tem suas raízes na Grécia Antiga, isto é, na sociedade grega as mulheres tinham a função de cuidar da casa e reproduzir na medida que os homens estudavam, iam ao teatro e participavam das discussões políticas das cidades-Estados. Ademais, segundo historiadores da USP a palavra “misoginia” - usada para definir sentimentos de aversão ou desprezo pelas mulheres - se origina no período Homérico grego. Ao passo que as transformações históricas foram ocorrendo, o machismo chega ao Brasil durante o período Colonial, mais especificamente na sociedade açucareira.
Sob o mesmo ponto de vista, a série da Netflix “Bom dia, Verônica” consegue retratar perfeitamente o cotidiano das mulheres brasileiras, que sofrem com abusos domésticos, insegurança nos espaços públicos e falhas constantes na proteção policial das vítimas. Só para ilustrar, a produção cinematográfica acompanha o dia a dia de uma escrivã da polícia civil que logo no primeiro episódio presencia o suicídio de uma mulher vítima de abuso sexual. Posteriormente, a protagonista se envolve no caso de um assassino em série de mulheres.
Em suma, ora políticas públicas ora privadas são extremamente necessárias para solucionar o problema. Logo, o Ministério da Mulher em conjunto com o Ministério da Segurança Pública deve revisar e aumentar o tempo de prisão dos acusados por violência doméstica e promover palestras nas escolas e comunidades para conscientizarem a população. Além disso, a criação de um auxílio financeiro para mulheres que dependem financeiramente do marido e sofrem de violência doméstica é extremamente importante para o fim dos relacionamentos abusivos.