ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 18/08/2022
De acordo com a filósofa Hanna Arent, “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Observa-se que, infelizmente, isso não tem ocorrido na prática, visto que a formação familiar machista e patriarcal, e a falta de empatia são fatores que perpeturam a violência contra a mulher no Brasil.
É válido destacar, a princípio, que o ensino familiar machista e patriarcal representa um grande desafio para a redução da violência contra mulher. Nesse contexto, conforme Gilberto Dimentein, em seu livro “Cidadão de Papel” o comportamento manifestado por uma sociendade é consequência das tragetórias socioeducacional durante a vida dos indivíduos. Dito isso, pode-se afirmar que o fato das mulheres terem dificuldade de entrar no mercado de trabalho legitima comportamentos retógrados e sexistas. Essa situação acontece de tal forma que, desde a infância, meninas são incentivadas a trabalhos domésticos não remunerados. Consequentemente, 42% das mulheres em idade ativa estão desempregadas, o que contribui para que as vítimas sejam dependentes financeiras de seus agressores e temam denunciar seus malfeitores, que muitas vezes são seus parceiros.
Além disso, a falta de empatia é fator preponderaante para a persistência da violência contra mulher. Esse entrave é denunciado pela jornalista Eliane Brum, em seu texto “Exaustos, correndo e dopados”, pois, segundo ela, “os indivíduos são incapazes de alteridade”. Por conta disso, verifica-se que a população não possui responsabilidade social quando normaliza as diversas formas de violências sofridas pelas mulheres e não denúcia esses crimes. Como consequência, muitas vítimas sofrem com doenças psicossomáticas e ,até mesmo, suicídio em alguns casos, enquando a impunidade assola o Brasil e os índices de violência de gênero aumentam.
Logo, cabe ao Estado destinar parte do PIB para a educação e segurança das mulheres. Essa ação se dará por meio de cursos extracurriculares, contendo estatíticas de violência, empregabilidade e comportamentos abusivos, nas escolas, e de divulgação de aplicativos de denuncias. Isso então tem a finalidade de remediar a má formação familiar e a falta de empatia ao garantir os direitos das mulheres.