ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 17/07/2022
A Constituição Cidadã de 1988 garante em seu artigo 5° diversos direitos sociais, dentre eles preconiza a inviolabilidade do direito à vida e à segurança. Entretanto, observa-se a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Essa infeliz realidade, configura-se como fruto da negligência governamental e da má influência da mídia.
Nessa perspectiva, a obra Cidadão de Papel do jornalista Gilberto Dimenstein, realiza uma pertinente crítica ao sistema democrático brasileiro, no qual a cidadania experimentada pela população é apenas aparente - metáfora utilizada pelo autor. Desse modo, é evidente o descaso governamental acerca da permanência da violência contra a mulher. Isso pode ser comprovado, pelo fato de que apenas o estabelecimento da legislação não é suficiente para extinguir a criminalidade.
Ademais, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a mídia deveria ser um mecanismo de democracia direta, no entanto a mesma revela-se como um instrumento de opressão simbólica. Dessa maneira, nota-se na contemporaneidade, que os veículos de comunicações contribuem de modo decisivo para a manutenção da violência contra o sexo feminino. Essa constatação, é notória devido a banalização dos atos criminosos e ao senso de impunidade diante de tais circunstâncias.
Dado o exposto, para que ocorra a superação da violência contra a mulher na sociedade brasileira, torna-se necessário um amplo investimento em conscientização. Sendo assim, é preciso estabelecer campanhas publicitárias nas diferentes mídias convencionais e digitais. Para que essa política seja criada, o Ministério das Comunicações deverá realizar peças publicitárias que provoquem reflexão sobre a temática, por meio da análise dos valores humanos que devem ser resgatados e da igualdade de direitos que a Constituição determina. Com tudo isso, a imprensa realizará seu papel enquanto instrumento de democracia e poderá com a contribuição de toda a sociedade reverter os índices de criminalidade contra as mulheres.