ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 28/07/2022

Pelos movimentos femininos do século XX, a qualidade em geral da vida feminina melhorou. Entretanto, pelo o Brasil ser um país predominantemente patriarcal desde sua descoberta, a ideia da mulher pertencer ao homem persiste até os dias atuais, desse modo gerando um ambiente impunitivo no quesito violência contra a mulher. A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira será combatida por intermédio da educação e de leis punitivas.

Em consequência desse ambiente de impunidade, nota-se que a violência contra a mulher é corriqueira. Na obra “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, a protagonista Isaura é de modo constante, desamparada pelas leis, perseguida pelo seu patrão Leôncio, com o intuito de violentar fisicamente e sexualmente a escrava branca. Em contexto com a realidade, é necessário que ocorra mudanças no Códi-go Penal Brasileiro, com o objetivo de fortalecer as punições no caso de agressão contra o sexo feminino, provocando assim, um maior receio por parte do agressor. Desse modo, o enrijecimento das leis é necessário e, em curto prazo, resultaria na diminuição dos casos de violência.

Outrossim, para o filósofo da Antiguidade, Pitágoras, “Educai as crianças e não será necessário punir os adultos.” No contexto atual, é preciso orientar a comuni-dade infantojuvenil a uma direção diferente da atual, em que, pelo imaginário con-cebido pela interpretação errônea do Darwinismo Social, as mulheres passaram a serem vistas como inferiores aos homens, tornando assim, sem escrúpulos, a perpetuação da brutalidade contra o sexo feminino. À vista disso, a criação de ma-térias que discorram sobre a problemática é essencial e, em progressivamente diminuíria o imaginário de superioridade masculina.

Fica claro, portanto, a necessidade de ações que acabem com a violência contra a mulher. Cabe ao Ministério da Educação propor aos ambientes educacionais, a adição de matérias que falem sobre a importância feminina na grade curricular dos ambientes educionais, por meio de minicursos inclusivos, com o objetivo que gradativamente acabe o mito da superioridade de gênero, apenas dessa maneira a mulher terá sua autonomia completa, sem medo de represálias.