ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 13/08/2022
" O amor por príncipio, ordem por base; progresso por fim", esse lema positivista do filósofo Augusto Comte inspirou a frase estampada na bandeira nacional " Or-dem e progresso". Entretanto, a questão da violência contra a mulher - dificuldade a ser enfrentada pela sociedade - apresenta-se como uma antítese ao lema do Bra-sil, pois é uma barreira para o desenvolvimento social. Esse cenário hostil para a mulher é fruto tanto de uma herança de uma sociedade patriarcal quanto do silen-ciamento das mulheres.
De início, tem-se a herança de uma sociedade patriarcal um empecilho para a resolução do problema. Segundo a teoria do “Habitus” do sociólogo Pierre Bour-dieu, a população incorpora, natraliza e reproduz estruturas sociais de sua época. Nesse sentido, nota-se que o Brasil hodierno propaga hábitos da sociedade patri-arcal, que os homens tinham o poder prímario, e assim justificavam o cerceamento dos direitos das mulheres e a violência física e moral. Sendo assim, é fulcral a que-bra dessas estrutura sociais tão prejudiciais para a sociedade, para que não sejam reproduzidas.
Outrossim, o silenciamento das mulheres é uma das principais causas da proble-mática, O filósofo, Habermas defende que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. A partir dessa perspectiva, é possivel observar que, uma vez silenciadas, elas ficam impossibilitadas de agir contra a violência que sofrem constatemente, já que não tem onde denunciar esses crimes. Por consequência, os agressores não viven-ciam o cumprimento da lei. Fica claro, então, que ter voz na sociedade é essencial para poder ter um bom convívio.
Portanto, faz-se necessário a adoção de medidas que resolvam o problema. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de aulas e palestras em escolas e universidades, ensinem os jovens o dever de respeitar os direitos das mulheres, a fim de que o quebre o ciclo de naturalização e reprodução desse hábi-to tão prejudicial. Ademais, cabe a mídia disponibilizar um tempo em sua grade de programação para as mulheres denunciarem a violência que sofrem, com o obje-tivo de mobilizar os cidadãos em prol da sua luta. Quiçá, assim, teremos uma Brasil que honra o lema de sua bandeira