ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 30/08/2022

Em um episódio da série norte-americana “Greys Anatomy” é exposto um caso de violência contra uma mulher. Ao longo do episódio é retratado os danos físicos e psicológicos causado pelo abuso físico e como a sociedade pode se comportar para amenizar a dor da vítima através da empatia e respeito. Fora da ficção, e fato que, a realidade apresentada na serie pode ser relacionada na prática quando se observa o patriarcado estrutural e o crescente número de abusos contra a mulher na sociedade brasileira.

Em uma primeira análise, pode-se afirmar que ocorre um retrocesso na sociedade, como consequência da ausência de medidas governamentais para combater a faltar de segurança que as mulheres são expostas no dia a dia, sendo que a segurança deve ser um direito inerente a todo cidadão. Assim como o patriarcado estrutural contribui para tal situação de abuso que advém do início da formação da sociedade em que a mulher era proibida de votar e trabalhar. Portanto, essa conjectura e marcada como a quebra do “contrato social” previsto pelo filosofo contratualista John Locke, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Consequentemente, o patriarcado estrutural é um impulsionador na violência contra as mulheres na sociedade atual. Segundo o site “istoe”, do ano de 2006 entre 2011 ocorreu 322.216 processos de violência contra as mulheres e apenas um quarto dos casos foram julgados. Logo, e inadmissível que um cenário como esse continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal junto ao poder legislativo garanta a segurança da população feminina por meio de projetos de leis que estabeleça a culpa total do crime ao agressor que deve arcar com todo o prejuízo causado a vítima – assim como a distribuição de delegacias especializadas e clínicas psicológicas por todo o território nacional, e imperativo assegurar o controle da situaçao as vítimas. Assim, se consolidara uma sociedade integra, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.