ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2022

A série brasileira “Verônica”, relata uma situação vivida por muitas jovens ingênuas, na qual um homem manipula sua esposa para que juntos, enganem meninas que vêm do interior, sequestrando-as, estuprando-as e matando-as. Fora da ficção, pode-se comparar a acontecimentos recorrentes da atualidade. Isso ocorre, principalmente, por conta da supervalorização masculina e falta de preocupação do Governo com a segurança feminina.

De início, nota-se que a cultura voltada à superioridade masculina é supervalorizada até os dias de hoje por conta de sua influência histórica ao longo dos anos. Assim, ressalta-se que na Idade Média, os senhores feudais e os reis foram os maiores admirados e valorizados da época, consequentemente, as mulheres sempre estavam em posições inferiores por não ter quem as representasse. Então, como resultado, o pensamento da mulher ser negligenciada pela figura masculina continua decorrente das gerações.

Ademais, o descaso governamental com a segurança feminina é evidente, e percebe-se que existe uma burocracia demasiada sobre casos de agressão contra a mulher, tornando-a menos valorizada aos olhos dos agressores. Dessa maneira, o blog do CNJ, noticiou que 86% dos casos não foram julgados no Tribunal de Justiça do Piauí em 2017, nessa perspectiva o elevado número de casos não julgados é elevado. Assim sendo, por essa negligência, os agressores se sentem mais confortável e confiantes para que continuem as agressões sem se preocuparem em serem punidos.

Portanto, para resolver essa supervalorização masculina e negligência feminina, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve ser mais rigoroso e mais atencioso em relação às leis que protegem as mulheres, como a Maria da Penha. Isso posto, será incluída essa atenção por meio de julgamentos mais firmes em relação aos agressores, para que então suas vítimas possam se sentir um pouco mais seguras. De modo que, então, a realidade da série “Veronica”, mesmo que ficcional, não seja submetida às mulheres da sociedade brasileira.