ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 17/10/2022

No filme “Vidas Partidas” conta a história de Graça (Laura Schneider) e Raul (Domingos Montagner), um casal que se apaixona perdidamente e se envolve em uma relação ardente. O longo aborda com franqueza incômoda e com profundidade a violência contra a mulher, que aflinge o cotidiano do país e da sociedade moderna. Tal problemática é fruto inegável de uma sociedade partriacal machista.

Desde os primórdios da civilização, foi criado um estereótipo que reservava às mulheres apenas as funções domésticas e de procriação, excluindo a possibilidade de seu ingresso nas esferas da política ou mesmo do trabalho, o que acabou criando uma estrutura de depêndencia das mulheres para os homens. Segundo o sociólogo Jacques Rousseu, o homem é produto do seu meio. Dessa forma, se cria um sistema em que os homens se sintam superiores as mulheres, se sentindo no direito de violentar elas.

Ademais, essas ideologias preconceituasas ainda são inerentes à sociedade, constituindo um entrave para o progresso da nação como um todo. Esse quadro se torna evidente ao serem apresentados dados disponibilizados no site da revista “Istoé”: no período de setembro de 2006 a março de 2011, mais de 330 mil processos com base na Lei Maria da Penha foram instaurados nos juizados e varas especializados. É no mínimo incoerente que, em pleno século XIX, o século pautado por ideais de igualdade e liberdade, esse cenário continue a perdurar. Logo, é necessário que esse cenário seja revertido.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para a compleição de uma democracia justa e igualitária em sua plenitude. Desse modo, cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Justiça, tornar a legislação mais rígida, visando o bem-estar feminino. Por fim, lança-se um apelo às vítimas, ressaltando-se que a denúncia é a forma mais eficiente de se combater o problema. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igual para todas as mulheres.