ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 17/10/2022

A novela “Gabriela”, produzida pela Globo, mostra o Brasil no século XIX. Nela, o personagem “Coronel Jesuíno” frequentemente agride sua esposa, prática comum na época. Porém, apesar de menor, a violência contra a mulher continua presente no país em pleno 2022. Nesse sentido, problemas como a cultura da submissão feminina resultam em diversas limitações nas vidas das moças. Sendo assim, é necessário conhecer melhor o que ocorre nesse cenário.

Em primeiro lugar, a cultura de que a mulher deve ser submissa ao homem é forte causadora dessa situação. Isso se dá porque ao longo da história o sexo feminino tem sido tratado como menos importante. Por exemplo, na Grécia do século III antes de Cristo, apenas homens poderiam ser cidadãos e fazer política. Tal desumanidade ocorria pois elas eram consideradas intelectualmente inferiores. Dessa forma, compreende-se melhor a origem dos problemas atuais.

Em segundo lugar, essa inferiorização faz com que muitas moças tenham suas vidas limitadas. Ou seja, ao pensarem que são inferiores, ficam mais suscetíveis a quaisquer abusos. Indo de encontro a essa crença, Marie Curie, descobridora da radioatividade, foi uma das maiores cientistas da história. Assim, ela é uma grande prova de que esse preconceito apenas atrasa a humanidade. Com isso, é possível ter uma visão mais ampla da situação.

Portanto, para que se diminua a violência contra a mulher no Brasil, medidas deverão ser tomadas. Então, o governo federal, em conjunto com o Ministério da Educação, deverá, por meio de alteração na Base Nacional Comum Curricular, adicionar a matéria “cidadania” nas escolas. Essa disciplina, entre outros assuntos, ensinará a igualdade entre homens e moças, além de que elas não podem se limitar, a fim de que as crianças aprendam desde cedo a respeitar as pessoas, e enfim se chegue mais perto da sociedade ideal.