ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 21/10/2022

Na Grécia Antiga, a visão mais comumente disseminada era de as mulheres eram como homens incompletos, por serem desprovidas da força e sabedoria que a tornariam tão dignas quanto eles eram. Hodiernamente, em países subdesenvolvidos como o Brasil, a dignidade das mulheres segue ameaçada onde, muitas vezes, a sua integridade é colocada em perigo. Todavia, observa-se que a persistência da violência contra as mulheres na sociedade brasileira, ocorre devido a fatores como a escassez de apoio e a manutenção do patriarcalismo que, juntas, causam um verdadeiro retrocesso nos direitos conquistados até agora.

A princípio, pode-se afirmar que a insuficiência de redes de apoio corrobora para a permanência em situações de risco. De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, todos os indivíuos são iguais perante a lei. No entanto, a partir do momento em que o gênero é capaz de influenciar nessa igualdade, tal direito não é de fato assegurado. Isso ocorre em virtude de que com as escassas fontes de apoio para mulheres acometidas pela violência, seja ela física ou psicológica, as deixa sem alternativas, onde o medo as torna reféns de um ciclo vicioso que as priva de seus próprios direitos enquanto cidadãs e coloca suas vidas em risco.

Somado a isso, vale ressaltar que a manutenção do patriarcalismo contribui para a tentativa de viabilizar os crimes. Conforme a filósofa Simone de Beauvoir, o patriarcalismo tende a tentar justificar os estigmas, as desigualdades e as injúrias cometidas contra as mulheres. Acerca disso, pode-se afirmar que a cultura de superioridade do homem ainda permanece enraizada na sociedade brasileira, contribuindo para a persistência de crimes, como o feminicídio, que deixam as vítimas sem suas perspectivas perante ao futuro desprotegido.

Torna-se evidente, portanto, que entraves precisam ser revertidos para por um fim na persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Família ampliar as redes de apoio as vítimas, por meio da expansão do Centro de Atendimento a Mulher, que será instalado em Unidades Básicas de Sáude, a fim de garantir o refúgio as acometidas. Em seguida, o Ministério da Justiça deve penalizar os agressores de forma mais rigorosa, visando a integridade das mulheres. Assim, a dignidade feminina será protegida.