ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 08/11/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da violência contra a mulher. Isso acontece devido ao silenciamento midiático e ao descaso governamental, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, e imprescindível refletir e intervir em tais problemas em prol da plena harmonia social.
Em primeiro lugar, conforme o conceito “Banalidade do mal”, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Dessa forma, isso evidencia o silenciamento midiático presente em relação a elevada taxa de violência contra a mulher, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que, o fato de existirem mulheres que sofram agressões física ou mental e consequentemente vir a falecer, tornou-se algo trivial. Como consequência, vítimas de agressões tem sua saúde mental afetada, podendo vir a desenvolver doenças como ansiedade e depressão.
Além disso, e fundamental apontar o descaso governamental como impulsionador do problema, tal afirmação pode ser comprovada pelo site “mapa da violência”, que aponta que a taxa de feminicídio triplicou durante os últimos 30 anos. Desta maneira, configura-se como uma quebra do “Contrato social”, previsto pelo filósofo John Locke, já que o Estado não cumpre seu dever de garantir direitos indispensáveis a sociedade. Portanto, e inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Logo, cabe ao Estado criar campanhas de conscientização, formando parcerias com a indústria midiática, tendo como porta-voz, por exemplo, mulheres que passaram por uma situação de violência. Isso deve ocorrer por meio de curtas-metragens e cartas abertas. Essa ação tem como finalidade contrapor o elucionado por John Locke, já que o estado garante aos cidadãos direitos indispensáveis.