ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 25/03/2023

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática apresentam a mesma importância, direitos e deveres. Diante desse contexto, a realidade das mulheres no Brasil não se assemelha com essa perspectiva devido a persistência da agressão ás próprias. Dessa forma, visa-se a continuidade de uma cultura machista e da desigualdade de gênero

Portanto, em primeira análise a cultura machista é um obstáculo para o problema. De acordo com o contexto histórico, a partir de 1932 as mulheres obtiveram o direito de voto no Brasil. Historicamente, o pensamento de inferioridade feminina em relação ao público masculino foi normalizado durante um longo período e ainda resta-se vestígios na sociedade, prejudicando a vivência de muitas cidadãs. Logo, a cultura machista intensifica a continuidade da violência contra o público feminino, prejudicando a minoria.

Ademais, é imprescindível citar a desigualdade de gênero como desafio para a problemática. Segundo o livro Cidadão de papel de Albert Demenstein, todos os direitos da sociedade são garantidos na constituição, porém não são exercidos devidamente. Nesse sentido, independentemente dos direitos das mulheres na Constituição de 1988, as diferenças sociais entre o público feminino e o público masculino são perceptíveis. Dessa forma, é notório que a desigualdade de gênero acentua o problema e gera sua continuidade.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas em torno dessa problemática. Para isso, é papel do Estado brasileiro promover programas de conscientização por meio de campanhas com a participação de profissionais que expliquem as problemáticas da situação para retirar o pensamento cultural machista que foi normalizado durante anos. Assim, possívelmente haverá redução da persistência na agressão contra as mulheres no Brasil.