ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 17/05/2023
Donas de casa, solteironas, freiras e escravas, eram alguns dos papéis para as mulheres da sociedade colonial e imperial brasileira, a depender de suas origens. Eram criadas para servir aos homens. Na sociedade atual tem mais liberdade para escolher quem são, porém, a desigualdade entre os gêneros ainda persiste, em maioria na forma de violência contra a mulher.
Segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres são relatadas agressões física, psicológica, moral, sexual, patrimonial, privação de liberdade e de tráfico às mulheres. A partir do século XXI começaram a ser instituídas medidas contra esses casos, como a Lei Maria da Penha, e em favor do direito da mulher sobre si, como a lei instituída em 2002 que revogou a posse do marido sobre a virgindade da esposa.
Apesar disso, os índices dessas situações mostram-se cada vez mais crescentes, de acordo com pesquisas. Essa contrariedade entre existir mais ações protetivas e mais violência é explicada pelo fato de que tais atitudes vêm sendo instituídas recentemente, a coleta dos dados iniciada a pouco e a causa estrutural. Essa estrutura de desigualdade entre os gêneros ainda persiste com a visão da mulher enquanto menos relevante na sociedade e na família, de que o homem pode mais e inclusive violentá-la.
Portanto, nota-se que violência contra a mulher é crime e têm-se atos protetivos, mas vigora, pois, é socialmente enraizada com a noção da posse do homem sobre a mulher. Assim, se há a persistência cultural faz-se necessário existir também a desmistificação. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação investir em palestras nas escolas que preguem a igualdade de gênero, ao Ministério da Justiça agir mais ativamente no combate e aos meios de informação divulgarem campanhas de conscientização contra a violência à mulher.