ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 01/11/2023
Na obra literária" Niketche" de Paulina Chiziane, Rami, é vítima de feminicídio, legitimado por tradições culturais, de moçambique, conseguinte, de uma poligamia sexista, uma vez que, o número de esposas do homem é censitária, consequentemente, exercendo poder moral, econômico e social sobre às mulheres. Essa questão pode ser compreendida a partir do conceito de violência simbólica, de Bordieu: de acordo com o pensador, a violência não ocorre apenas de modo direto e explícito, manifestando-se também de forma simbólica, ou seja, implícita, o que difículta a percepção e combate a seus danos.
Analogamente, às questões de “Niketche”, normas culturais e estruturas de poder, acentuam essa desiguldade entre homens e mulheres, devido a, imposição de crenças e valores que beneficiam grupos dominantes. Para exemplificar, remuneração monetária inferior para às mulheres no mercado de trabalho, campanhas publicitárias, que, direcionadas para o público masculino, apresentam, mulher seminua, trocadilhos e sensualidade, ao passo que, destinadas para às mulheres, são, produtos de limpeza, temperos ou eletrodomésticos.
Outrossim, no Brasil, as diversas formas de violência cometidas contra as mulheres, são frutos de uma sociedade colonizada, com a finalidade de, exploração e catequisação, passando por escravismo, elitismo e governos ditatoriais, como resultado, estruturando crenças e valores do cristianismo ocidental, e, uma cultura sexista que acredita na superioridade do homem. Como resultado, validando o feminicídio, a título de exemplificação, a lei “Legítima Defesa da Honra” proibida em agosto de 2023, pelo Supremo Tribunal Federal, que justificava o feminícidio como aceitável, quando, a conduta da vítima supostamente “ferisse” a honra do agressor, segundo, príncipios culturais e morais pré-estabelecidos no país.
Assim sendo, é dever do Estado proteger as mulheres da violência, tanto física quanto moral, elaborando campanhas publicitárias de conscientização sobre o assunto, e, reestruturando o código cívil, a fim de, estabelecer leis mais rígidas e punições mais severas para os agressores. Como também, investindo na educação, capacitando e valorizando professores, para que, a formação da sociedade brasileira, seja crítica, reflexiva e comprometida com o bem-estar social.