ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 23/10/2024

Segundo o geógrafo Milton Santos, a democracia só é efetiva quando se atinge a totlidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são desfrutados por todos. Paralelo a isso, observa-se que esse sistema político não se efetivou no Brasil, uma vez que a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasi- leira ainda é um problema atual. Nesse sentido é válido ressaltar as principais cau- sas dessa problemática, entre elas, a manuntenção de uma mentalidade colonial e a existência de um nacionalismo apenas simbólico.

A partir disso é fundamental entender como a manutenção da violência contra a mulher cresce à medida que raízes desiguais são mantidas. Isso acontece porque, Segundo o sociólogo Boaventura de S. Santos, há hoje uma espécie de colonialismo insidioso, ou seja, uma forma de dominação ainda mais pervesa que se disfarça em meio a conquistas sociais como a “lei maria da penha”, mas mantém a maior parte da população feminina explorada, já que muitos desses direitos não são efetivados. Visto isso, medidas governamentais devem ser tomadas para reverter esse quadro.

Outrossim, é necessário entender como a ausência de pertencimento nacional influência na persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Ne- sse sentido, nota-se o quanto um nacionalismo simbólico é usado para mascarar a grave situação de omissão social. Em outras palavras, uma parcela populacional justifica seu amor à pátria a partir da exibição de simbolos nacionais, como a ban- deira e o hino, mas sem uma visão verdadeiramente coletiva, por consequência, resultando na manutenção de desigualdades sociais, como a agressão ao gênero feminino. Nesse viés, ações devem ser tomadas pelo Estado.

Portanto, medidas são imprescindíveis para resolver essa problemática. Nesse contexto, o governo federal (órgão responsável pela administração em todo o terri- tório) deve realizar um Plano Nacional de Combate à Violencia Contra a Mulher, com foco na desestruturação do colonialismo incidioso. Paralelamente, essa ação será tomada por meio do aumento de postos de atendimento ao público feminino, além de palestras nos locais com maior incidência de agressões, focando-se no combate do nacionalismo simbólico, a fim de efetivar os direitos femininos.