ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 15/06/2025

O século XX foi palco de profundos de desenvolvimentos tecnológicos que perduram até os dias atuais. Entretanto, do ponto de vista humanitário práticas contraproducentes como a violência contra as mulheres são arrastadas pelas próximas décadas como se estas fossem espécies de ‘‘doenças’’ sociais. Com efeito, é fundamental debater as causas assim como as consequências dessa doença na sociedade contemporânea brasileira.

Desse modo, violência contra mulher é fruto da construção social do papel feminino em consonância com o masculino ao longo da história. Nesse sentido o fato de mulheres biologicamente mais fracas -e sobretudo gerarem crianças- enquanto homens são fisicamente mais fortes implicam na visão errônea de que um é superior ao outro e portanto a imagem feminina esteve historicamente nas grandes civilizações subalterna ao patriarcalismo. Diante desse cenário, a relação entre os gêneros tornou-se deturpado o que explica o machismo ainda ser perpetuado e segundo a filósofa Simone de Beauvoir : não se nasce mulher mas sim torna-se mulher a partir do que a sociedade lhe impõe.

Ademais, faz-se necessário diante dessa conjuntura de escolher sobre a influência do machismo na violência contra mulher. Em sua obra “as regras do método sociológico”, Émile Durkheim -expoente sociólogo francês- cunhou o conceito de fato social como aquilo exterior ao indivíduo que produz coerção e possui generalidade. Para além da teoria de Durkheim, o machismo é um fato social principalmente por ser coercitivo de modo a conduzi-los tanto ao preconceito quanto a diversos tipos de violência contra mulher a partir do momento em que a urgência para se criar uma lei -Maria da Penha- de proteção a essa minoria.

Outrossim, urgem caminhos para se solucionar esse entrave. O Governo Federal -órgão de maior relevância no âmbito nacional- deve conscientizar a população sobre os perigos do machismo, por meio de campanhas publicitárias bem como a ministração de palestras em escolas que incentivem a denúncia da violência contra a mulher, a fim de que seja criada a uma sociedade onde mazelas como essa não serão tratadas como se fossem atitudes normais.