ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 17/10/2025
Durante o século XX, um jovem protestante, por discordar da fé católica, entrou no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e quebrou a imagem — um ato grave de preconceito religioso na história nacional. Nesse sentido, é possível perceber que a intolerância religiosa é um problema antigo no Brasil e necessita de meios para ser combatida. Desse modo, é importante ressaltar a apatia social e a omissão do governo como fatores que estimulam a perpetuação do revés.
Sob esse viés, é válido ressaltar a indiferença popular. Sob esse panorama, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, aproximadamente 35% das denúncias por discriminação religiosa entre os anos de 2013 e 2014 são de fiéis de religiões de matriz africana, o que demonstra que a população brasileira — que é majoritariamente cristã — discrimina as religiões afro-brasileiras. Assim, uma população que, em sua grande maioria, não valida a fé alheia, é responsável pela continuação da problemática.
Além disso, é válido ressaltar o governo como agente propiciador da manutenção do problema. Nesse sentido, segundo a Constituição do Brasil, a liberdade religiosa é garantida a todos, porém o grande número de episódios de intolerância religiosa prova que o Estado não está realmente interessado em resolver a questão. Isso ocorre pois os grupos que estão no poder são geralmente pessoas pertencentes aos grupos dominantes que, em sua maioria, não sofrem tão intensamente tais preconceitos.
Logo, é evidente a necessidade de uma resolução para o problema. Portanto, o Ministério da Cultura deve, por meio de parcerias com as prefeituras, criar o projeto “Religião Livre”, que deve ocorrer através de eventos e propagandas que enalteçam as várias religiões. Tudo isso deve ser feito com o objetivo de minimizar a intolerância religiosa no Brasil, diminuindo dessa maneira a apatia social e engajando o governo na causa.