ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 04/05/2026

Evangélicos, católicos, candomblecistas e espíritas: diversas são as religiões presentes no Brasil. Nesse sentido, a Constituição Federal prevê a liberdade de crença e culto como direito fundamental. Sob esta óptica, apesar da lei garantir esse direito aos cidadãos, a falta de educação voltada ao respeito à diversidade religiosa e a ausência de campanhas midiáticas formam um cenário que atrapalha os caminhos para combater a intolerância religiosa no país.

Precipuamente, destaca-se a falta de educação voltada ao respeito à diversidade na hora de ensinar as crianças e adolescentes nas escolas. Nesse contexto, por mais que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, aponte que o Brasil continua majoritariamente criatão, o número de adeptos a religiões de matrizes africanas cresceu no censo divulgado em 2025. Tal representação evidencia que as escolas não podem focar em somente uma religião, mas sim apostar na diversidade. Nesse viés, o filme “Escritores da Liberdade” demonstra que a escola e os educadores possuem um papel fundamental no processo de transformação social.

Além disso, a precariedade de campanhas midiáticas sobre o assunto intensifica o preconceito religioso. De acordo com a CNN Brasil, dados apontaram que religiões de matrizes africana, como Umbanda e Candomblé, são os principais alvos. Essa realidade demonstra a importância da mídia como um quarto poder. Nesse contexto, a novela “Vai na Fé”, produzida pela TV Globo, retrata o relacionamento entre uma evangélica e um candomblecista, contribuindo para a promoção do diálogo inter-religioso e para a desconstrução de esteriótipos.

Destarte, a falta de educação voltada ao respeito à diversidade religiosa e a ausência de campanhas midiáticas configuram entraves ao combate da intolerância religiosa no Brasil. Portanto, para amenizar essa problemática, é necessário que o Estado, em parceria com os meios de comunicação, promova campanhas de conscientização que incentivem o respeito às diferentes crenças e apoiem práticas educativas nas escolas. Dessa forma, será garantido não apenas o direito à liberdade de crença, mas, também, a construção de uma sociedade mais tolerante e inclusiva.