ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), garante a todos os indivíduos, a liberdade de crença e ao bem-estar social. Conquanto, o alto índice de violência religiosa no Brasil, mostra que tal fator não é devidamente efetivado, fazendo com que uma grande parcela da população não desfrute de tal direito. Esse problema é sustentado por dois pilares principais, a educação precária e à falta de normas rígidas.

Hodiernamente, estando entre as dez melhores economias mundiais, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente, entretanto, a realidade é outra. De acordo com o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), o Brasil está entre os piores do ranking, tal fator é demasiadamente expresso na intolerância religiosa, que com a inércia dos órgãos de ensino que não estipula uma maior compreensão e respeito diversidade religiosa em nosso território para seus alunos, fazendo com que perpetue o ciclo de violência e escárnio as comunidades agredidas. Segundo Kant, é na educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Portanto, o ensino adequado a todos os cidadãos é o fator principal para o desenvolvimento de um País, resultando no extermínio nas descriminações sociais, sendo assim, o melhor caminho para que o respeito, dignidade e justiça de todos sejam asseguradas.

Igualmente, faz-se mister ressaltar que, a persistencia na intolerância religiosa é altamente impulsionada pelo baixo senso crítico de nossa sociedade e gestores, que faz com que tais atitudes insipientes sejam praticadas consecutivamente, resultando em um sistema que não respeita a liberdade de crença do próximo. Segundo o sociólogo alemão Dahrendorf, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras de comportamento perderam a validade, isto é, quando o indivíduo ou instituições estão diante de uma situação em que não se encontra regras que ditem os caminhos a ser tomados, este sujeito se encontra perdido no sistema. Diante de tal problema, é fato que, devem-se necessárias medidas governamentais rígidas e claras para que puna pessoas que agridam ou denigrem a liberdade de crença de qualquer cidadão sejam devidamente penalizadas.

Portanto, é indubitável as necessidades de medidas para resolver o quadro atual, para conscientizar e regular o sistema de ensino. Urge que a sociedade civil corrobore para que tal situação seja discutida no Congresso Nacional, e que essa elabore regulamentos claros para que a intolerância religiosa seja erradicada, somente desta forma exterminaremos o pulsante problema, e sendo assim, garantiremos que a dignidade, respeito e justiça de todos sejam preservados, fazendo com que aos poucos todas as injustiças sejam abatidas para o bem de toda nossa sociedade vigente.