ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 09/09/2019
Ao afirmar, “Se queres prever o futuro, entenda o passado”, o filósofo chinês Confúcio faz de certa maneira, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato ele estava certo, pois a intolerância religiosa não é um problema atual. Exemplo disso, é a escravidão no Brasil , em que escravos tinham que esconder suas crenças para não serem castigados por seus Senhores. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pelo desrespeito das religiosas por parte da própria sociedade como também pela falta de proteção do Estado à essas minorias religiosas.
A elaboração da Constituição Federal, há 30 anos,foi baseada no princípio de bem-estar social para todos os indivíduos,incluindo os religiosos, de qualquer origem, e os não religiosos tenham seus direitos protegidos. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre seu papel como agente fornecedor dos direitos mínimos, uma vez que aumenta o número de terreiros de Candomblé destruídos por culpa da intolerância religiosa, principalmente em lugares nas quais o Estado não atue de forma adequada, como é o caso de comunidades carentes do Rio de Janeiro,que são os lugares que mais sofrem com esse tipo de violência.
Ademais, o preconceito religioso é um problema enraizado na própria sociedade. Em programas de telenovelas é comum sátiras envolvendo religiosos, tais como padres que tem relações conjugais, pastores que roubam fiéis e outras caracterizações que, num primeiro momento, parecem engraçadas, mas demonstra uma visão preconceituosa e ajuda a propagá-la.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar essa questão. Dessa forma, o Governo, em conjunto com o Ministério da Educação , deve adicionar debates sobre as religiões, por meio de reuniões periódicas, com pautas definidas sobre cada uma das principais religiões brasileiras e a publicação dessas discussões na mídia, por meio de programas que expõem essas discussões, com objetivo de ter uma relação mais próxima entre os praticantes de religiões amplamente distintas.