ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 03/10/2019

“O nosso templo santo, onde nossos antepassados te louvavam, foi destruído pelo fogo, e tudo que nos era precioso, está em ruínas”. Isaías 64:11. A frase do profeta, que viveu há mais de dois milênios, traduz de forma precisa um problema ainda atual no território brasileiro. Os ataques e vandalismos contra templos e símbolos religiosos são amostras claras de intolerância.

Tais atos, em conformidade como artigo 208 do código penal brasileiro, são tipificado como crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Embora isso, ataques, pichações, ameaças, depredações e desrespeito aos templos e símbolos, sobretudo em ambientes públicos, são frequentes e ferem não só o patrimônio, bem como a moral, a herança e a cultura religiosa de todas as crenças.

Decerto, apesar da importância das denúncias dos referidos crimes, a ausência de provas ou pistas que corroborem com investigações, é fator determinante para a impunidade e a reincidência dos ataques. Somando-se a isso, por vezes o patrimônio religioso está exposto, sem qualquer tipo de vigilância, sobretudo durante a noite, facilitando os atos criminosos.

Portanto, ações imperativas e imediatas são necessárias para solucionar essa questão. O poder executivo, por meio das prefeituras, deve alocar recurso para a instalação de câmeras de segurança próximo a templos e monumentos religiosos, de modo a conseguir provas ou informações necessárias, e ainda intimidar ações de vandalismo. Adicionalmente, cabe a polícia militar, subordinada aos estados, patrulhamento constante, principalmente em horários noturnos, com a finalidade de inibir os ataques e até mesmo efetuar prisões, preservando os patrimônios de todas as crenças.