ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Durante o Brasil colônia, houve um processo de sobreposição religiosa, chamada catequese, onde portugueses “educaram” os aborígenes brasileiros com sua religião, desconsiderando as crenças dos nativos. Atualmente, tal fato supracitado assemelhasse ao panorama de intolerância religiosa ocorrido no Brasil, causado não apenas pelo unilateralismo do ensino religioso, mas também pela ligação intima com o racismo.
Em primeiro lugar, vale salientar que o ensino religioso de única vertente, a cristã, é uma das causas da intolerância a diversidade religiosa brasileira. Segundo Pitágoras, é fundamental conscientizar as crianças para evitar problemas no futuro. Sob tal premissa, fica claro que o ensino no Brasil, no que tange as questões religiosas é falho, sendo caracterizado pela exclusão de religiões que não tenham ligação com o cristianismo, evidenciando, uma baixa evolução da mentalidade social que ainda age como se estivesse vivendo em uma época em que a única religião aceita era a cristã.
Além disso, segundo a Secretária de Direitos Humanos, 34% das denúncias de vitimas de casos de intolerância religiosa são afrodescendentes, mostrando que o problema está intimamente ligado ao racismo. Segundo Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Nota-se então, que as formas de ódio contra as religiões afro-brasileiras é fruto do preconceito racial que se perpetua na sociedade.
Portanto, por ferir o direito constitucional de liberdade de crença, medidas precisam ser tomadas. È fundamental que o Ministério da educação atue na conscientização das crianças à respeito da diversidade religiosa, e do dever que todos têm de respeitar quem possui crenças diferentes, com eventos em conjuntos com representantes de várias religiões e a adesão da matéria religiosidade nas escolas, para que desde cedo as crianças saibam respeitar o diferente. Cabe ao Ministério da justiça intervir severamente em casos que tenham motivações raciais, criando penas que agravem ainda mais a pena, e também, é importante a criação de um centro especializado para atender adequadamente as vitimas dessa barbárie, com disk denúncia e acompanhamento psicológicos. Dessa forma, os aborígenes do século XXI ,disfrutarão de um Brasil realmente laico.