ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 18/09/2019
O ativista indiano Mahatma Gandhi mostrou em sua menção “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, que as relações sociais estão cada vez mais egoístas, preocupadas com os próprios interesses, postergando princípios e valores morais, entretanto, nós, cidadãos, devemos fazer nossa parte, seja com um passo de cada vez. Por analogia, percebe-se, hodiernamente, que é um dos grandes obstáculos vivenciados no Brasil, e se adequa no panorama: intolerância religiosa. Posto isso, seja pela retrógrada mentalidade social, seja pela negligência governamental. Nesse âmbito, cabe analisarmos as principais etiologias que dificultam a resolução desse empecilho, o que configura um grande óbice social.
Em primeira análise, cabe pontuar que o discurso de uma sociedade ideal e conscientizada metamorfoseou-se em uma espécie de fábula, que busca encobrir os descasos em relação ao preconceito e discriminação de pessoas por conta de sua opção religiosa. Á vista do exposto, é necessário um olhar mais atento da sociedade para mitigar práticas que envolvam qualquer forma de violência, física ou simbólica, que tenha por objetivo a negação e a supressão de uma religião em detrimento de outra. Em segundo plano, mister se faz ressaltar ações sinergéticas e afirmativas entre os atores sociais, com o fito de atenuar a discriminação, violência física e ideológica, ou qualquer ato que fira a liberdade de culto.
Em síntese, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, intervenções são fundamentais para reverter o estorvo. Destarte, é fundamental que o estado tome providências para amenizar o quadro atual, por meio de verbas governamentais.
Visto isso, faz-se necessária medidas que alterem a atual realidade brasileira. Para isso as faculdades públicas e particulares devem realizar projetos interdisciplinares que abordem a questão. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Programa Nacional de Assistência ao Ensino (PNAE), deve instituir nas escolas, palestras ministradas por professores e psicólogos que discutam sobre os possíveis caminhos para combater o preconceito de cunho religioso. Para mais, com a criação por parte do Governo Federal de campanhas que realcem aos olhos do povo que devemos respeitas a escolha de religião de todos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando mais denúncias – cumprindo, assim, o seu importante papel social. Sendo assim, desde que haja parceria entre o governo, comunidade e família, será possível amenizar este ato discriminatório.