ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 24/09/2019

A Constituição Federal de 1988, dita Constituição Cidadã, em seu artigo 5º, determina a liberdade e a proteção das diversas crenças religiosas. Em um país cada vez mais contagiado pelos discursos de ódio, vemos líderes religiosos locais semeando a aversão à outras crenças. Atrelado a essa ideia, a incorreta interpretação dos livros sagrados feita por mentes perturbadas e com tendências de superioridade, provoca ataques à inocentes e à locais de culto que deveriam ser destinados à prática da paz. Somente uma ação conjunta dos líderes religiosos poderia mitigar essas mazelas.

Segundo a Bíblia Sagrada, um dos livros mais antigos da humanidade, o amor e o respeito ao próximo compõem as principais regras da doutrina cristã. Porém, infelizmente, alguns líderes religiosos locais impõem crenças errôneas quando, por exemplo, dizem que o candomblé “é coisa do demônio”. Diversos são os pastores ou padres que utilizam essa prática da difamação, não por serem pouco espiritualizados, mas porque algumas igrejas viraram grandes empreendimentos que não podem perder seus fiéis clientes.

Em adição, existem as pessoas que já apresentando tendências segregacionistas e de superioridade, fazem a incorreta interpretação das escritas sagradas e impõem verdades subjetivas como se fossem divinas. É o caso da Ministra Damares que acredita na falácia de que meninos devem vestir azul e meninas rosa como se essa fosse a vontade de Deus. São atitudes como essa que colocam em xeque a laicidade do Estado e também ignificam o sentimento da intolerância entre religiões.

Enfim, os líderes das principais religiões do Brasil, na forma de seus cardeais, bispos ou pastores, devem se unir na elaboração de uma campanha de esclarecimento que vise explicar o contexto histórico-cultural das diversas correntes religiosas que existem, bem como suas crenças e rituais, pregando respeito e harmonia entre fiéis. Essa campanha se daria na forma de cartazes que seriam expostos nos templos e igrejas, além de palestras durante as reuniões. Somente assim, seria possível diminuir ou até eliminar a intolerância e o ódio entre religiões para enfim focar na busca pela paz espiritual.