ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/10/2019
No Brasil colônia, o massivo tráfico de escravos contribuiu para a construção da identidade social brasileira. A chegada de integrantes das mais variadas tribos africanas corroborou para a miscigenação cultural e religiosa dos nativos com os estrangeiros, e logo foram obrigados a fazer parte das missões jesuíticas de catequização. Da mesma forma, na sociedade contemporânea, a intolerância religiosa persiste em virtude do preconceito de pessoas com outras culturas, e principalmente em relação às afro-descendentes, que são as principais vítimas dos crimes de intolerância religiosa por parte de indivíduos que se sentem superiores àqueles, e que tem como base a falta de educação dos brasileiros.
Para o filósofo Immanuel Kant, o conceito de imperativo categórico reflete que a ação humana deve ser pautada em princípios éticos e morais, agindo de tal forma que, a norma da conduta tomada possa servir de modelo universal, ao passo que se afasta de interesses pessoais. Assim, atitudes nas quais um grupo social obriga o outro a abandonar suas crenças, com base em juízo de valor negativo, configura a própria imoralidade social, ao passo que inibe as diversas formas de expressão religiosa e interfere na liberdade de escolha de cada ser.
Por outro lado, para Maquiavel, os seres humanos são movidos por interesses egoístas e agem no sentido de realizá-lo justificando a finalidade pretendida. Tal fato se deve à criação de estereótipos irracionais, que produzem um quadro depreciativo em relação à diferentes formas de manifestação religiosa, pautado na falta de educação e de conhecimento sobre a religião. Este fator contribui para o aumento dos índices de discriminação contra fiéis das mais variadas religiões no Brasil, e que mesmo com a existência de legislação específica para isso, cresce continuamente.
Destarte, se faz necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criem possibilidades de conscientização, através de propagandas em rádio e TV, e também palestras nas escolas públicas, à respeito do livre-arbítrio e do direito à liberdade de escolha religiosa de cada cidadão, pautados na educação e no respeito ao próximo, visando criar um caminho sólido para combater a intolerância religiosa no Brasil e reduzir os crescentes dados de tais crimes, uma vez que a educação muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo.