ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 26/10/2019

O histórico da intolerância religiosa no Brasil tem início a partir de 1500 com o projeto da cristianização portuguesa na colônia, mais de quinhentos anos depois o lamentável preconceito persiste. Por certo, a discriminação é inaceitável e deve ser combatida com rigor. Desse modo, somada a questão histórica, ainda existe o hábito da falta de interesse em conhecer ou entender a cultura do outro. Ademais, tendo em vista a laicidade do Estado a liberdade de culto deve ser praticada e efetivada.

A priori, é fulcral analisar o começo do século XVI e o advento da colonização européia na América, onde houve um outorgamento de valores. Dessa maneira, um eurocentrismo descabido classificou a população ameríndia como pagã de crenças selvagens, impondo o catolicismo em todo o território. Analogamente, no hodierno, essa interpretação sobrevive. Por exemplo, em 2015, uma menina que vestia trajes de uma religião afro-brasileira foi apedrejada por cristãos. Assim, deve-se combater esses discursos que desqualificam outras formas de fé.

Outrossim, a Constituição, em seu artigo 5°, inciso VI, assegura a liberdade religiosa, sendo direito de cada brasileiro seguir a crença que lhe for conveniente. Logo, a impossibilidade de aceitar as diversas práticas religiosas vem impregnada na construção educacional do país e precisa ser superada, visto que as mudanças devem partir de todos, a lei já está vigorando. Assim sendo, os casos de violência dessa natureza devem ser usados como caminho para propor concepções de respeito ao culto alheio.

Em suma, é imperioso pensar meios para mitigar a intolerância nesse espaço. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as escolas, usar da educação, com disciplinas sobre diversidade religiosa desde muito cedo, por meio da edição da Base Comum Curricular, efetivando ementas de conscientização sobre pluralidade, a fim de mudar os hábitos dos cidadãos. Aliado á isso, promover eventos nas escolas para dar visibilidade a essas religiões marginalizadas, para que lutem pelo seus direitos já existentes, criando inquietações solidárias e um novo Brasil.